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Nosso processo de tratamento térmico pode ser classificado como um processo de aquecimento direto por resistência. Neste processo o calor não é produzido na peça por si mesma por indução ou condução, mas é transferido para a peça por controlada radiação e convecção controlada. Em contraste ao aquecimento indutivo ou condução, o processo Hot Steel permite que cada região da zona termicamente afetada seja aquecida uniformemente. O uso de termopares instalados para cada grupo de resistência e equipamentos totalmente automáticos da Hot Steel exclui a possibilidade da ocorrência de superaquecimento localizado os quais podem causar danos e transformações estruturais indesejáveis ao material. Este tipo de tratamento térmico proporciona mais do que um simples alívio de tensões na junta soldada, pois reduz substancialmente os elevados níveis de tensões que correm durante soldagem devido às transformações metalúrgicas, contrações e restrição dimensional que sofre o material de base devido à solidificação da solda.
Quando soldados os aços, em geral, são submetidos a um ciclo térmico caracterizado por um intenso, e relativamente rápido, aquecimento, seguido por um resfriamento muito rápido. Dependendo de outros fatores, como, por exemplo, sua composição química, esses aços, durante este ciclo térmico, podem sofrer transformação martensítica. A transformação martensítica é adifusional, envolve um rearranjo controlado e limitado de átomos no espaço, e implica numa variação de volume, associada à mudança da estrutura CFC da austenita para a estrutura TCC da martensita. Essa mudança volumétrica brusca pode acarretar a ocorrência de tensões residuais e de distorções, que em casos extremos podem causar o surgimento de trincas, as chamadas trincas de têmpera. O tratamento térmico de alívio de tensões consiste no aquecimento uniforme e controlado de um aço, soldado ou submetido a qualquer processo que gere tensões residuais, a uma temperatura adequada (inferior à temperatura crítica) por um tempo suficiente, seguido por resfriamento, também uniforme e controlado, de modo a relaxar essas tensões sem introduzir alterações microestruturais.
O pré-aquecimento tem o objetivo de diminuir a velocidade de resfriamento de uma junta soldada, diminuindo tensões residuais. O pré-aquecimento em metais com alta condutibilidade térmica facilita as operações de soldagem. Em aços favorece a difusão do hidrogênio reduz a ocorrência de ZTA com altos níveis de dureza. Os principais parâmetros para especificar um pré-aquecimento são: a espessura da peça, natureza da composição química e condições metalúrgicas do metal, e o nível de restrição a que a junta está sendo submetida, também o processo de soldagem e seu aporte de energia são variáveis importantes.
O pós-aquecimento é utilizado principalmente na eliminação de hidrogênio induzido por processos de soldagem, aplicados em aços ao Carbono e Baixa. Liga. Consiste em aquecer a junta soldada em temperaturas na ordem de 250 a 400 °C por 1 a 4 horas, imediatamente após a soldagem, aproveitando o pré-aquecimento. As temperaturas e os tempos são diretamente proporcionais à quantidade de liga do material e da espessura. Na maioria dos casos este aquecimento não provoca alívio de tensões, salvo em materiais onde sofreram tempera ou são suscetíveis a ela, o pós-aquecimento pode influenciar em uma diminuição de dureza caso as temperaturas e os patamares de revenimento do material fiquem próximas as do pós-aquecimento.
É o processo físico da lenta liberação de gases quando presos, de materiais congelados, absorventes ou adsorventes. Este processo pode incluir a sublimação e a evaporação que são transições de fases de uma substância para a fase gasosa, assim como a desorção que infiltra por fendas ou volumes internos e produtos gasosos de lentas reações químicas. A ebulição é geralmente descrito como um fenômeno em separado uma vez que ocorre muito mais rapidamente.
É um Tratamento Térmico que faz uma solução no estado sólido de elementos que anteriormente estavam precipitados, seguido de resfriamento rápido, o suficiente para reter na matriz os elementos na solução, antes precipitados.
Contamos com equipamentos de tratamento térmico automatizado, para serviços de campo, com controles digitais de aquecimento e resfriamento, gráfico do tratamento térmico e termopares calibrados. Este sistema permite excelente precisão dos trabalhos, controles, uniformidade da estrutura termicamente tratada e elimina o risco de deformações em virtude da falta de controle do gradiente térmico.
Nossas Unidades de Tratamento Térmico são equipadas com:
Controladora Universal de Processos;
Registradores de Temperatura com opção para 4, 6 ou 12 canais;
Transformadores com capacidades de 15, 75, 100, 110 e 150 KVA.
